Ja estamos no futuro pessoal!
Daniel Kraft: Medicine's future? There's an app for that | Video on TED.com
13 de junho de 2011
2 de junho de 2011
13 de março de 2011
Estágio Super-Visionado!

Sandro Reis*
Bom, gostaria de comentar algo com vocês sobre um momento importantíssimo para a formação de profissionais em saúde - o estágio curricular supervisionado.
Um momento, por vezes, mal compreendido pelos alunos, frequentemente desrespeitado pelas escolas e professores e constantemente ignorado pelos profissionais e trabalhadores em saúde. Explico.
A formação de profissionais da saúde é um tanto diferente da formação de outros profissionais. Para aqueles que escolhem seguir na área de enfermagem, por exemplo, seja a nível técnico ou de graduação, são obrigados por lei a realizarem estágio curricular (como parte do curso) para poderem praticar aquilo que aprenderam em sala de aula e conquistarem seu diploma.
E é neste ponto (o estágio) que encontramos uma série de distorções.
A lei que trata da educação no Brasil - LDB 9394/96, não diz exatamente como, quando ou onde deve ser realizado este estágio, apenas refere-se ao estágio na área da saúde como obrigatório, que seja condizente com o currículo do curso e que deve ser supervisionado por profissional qualificado.
Com isso, temos uma questão bem delicada neste momento crucial para a aprendizagem. Cada escola programa à sua maneira a forma como encaminhará seus alunos para estágio. E, sem generalizações, o que vejo na maioria das vezes são escolas programarem-se da maneira mais prática para cumprir com esta exigência de lei e não da maneira mais adequada ao aluno.
E o que observamos são supervisores de estágio sem visão à prática pedagógica e alunos mal preparados atuando em campos de estágio. A queixa maior dos supervisores de estágio é que o aluno possui dúvidas naquilo que deveria ter visto e aprendido em sala de aula mas não viu, não aprendeu. E então temos dois grupos distintos de professores: os teóricos e os práticos! Que deveriam se complementar mas se contradizem a todo momento. E os alunos, entre estes dois grupos, vão a estágio para quê? Pasmem! Lidar com vidas humanas, em seu momento mais frágil - a doença, o sofrimento, a morte etc...
Quando recorremos ao dicionário Houaiss ele nos define supervisionar como o ato de "dirigir inspecionando um trabalho", uma tarefa, um procedimento. Ora, então podemos definir supervisor de estágio como aquele que conduz um aluno ao ato de realizar procedimentos e inspeciona a maneira com que são feitos. Por isso é que a quantidade de alunos em estágio é definida por lei (Lei 11.788/2008)- no máximo dez (10) para cada supervisor de estágio, dada a responsabilidade de inspecionar cada tarefa, cada procedimento realizado por seus aprendizes. Que as escolas, com 300 alunos para encaminhar para estágio desrespeitam.
E partimos da proposição que enquanto supervisor de estágio, por definição não tem o papel de ensinar, mas apenas de supervisionar! Ou tem?
O fato é que cada vez mais observamos alunos que não aprenderam a simples regra de três ou a complexa diferença entre pressão sistólica e pressão diastólica sendo "jogados" em campo... de estágio! - "O quê? O que são milímetros de mercúrio? Por que pressão se afere em mmHg?"

Seria como colocar um jogador em um jogo profissional sem que lhe tenha ensinado as regras básicas do futebol. - "O que é impedimeno? O que é escanteio?"
A necessidade de um processo de aprendizagem onde a práxis é vista como o processo de colocar em prática aquilo que foi visto em teoria é fundamental neste processo de formação do profissional, principalmente na área da saúde.
Mas vários alunos, em campo de estágio, não aprenderam o básico para irem para o estágio, e ainda assim vão! Assim, frequentemente o professor-supervisor-de-estágio se vê na dificil tarefa de avaliar, supervisionar, inspecionar a execução de um procedimento que o aluno diz não ter visto em sala de aula!!!!!???
E então? Deve-se interromper neste momento todo o processo de Estágio, de Práxis e retrocedermos o aluno ao nível intelectual de uma sala de aula que trate deste assunto? Ou continuamos com o processo dando uma pequena explicação técnica e seguimos com o procedimento? Segue-se em frente...
Temos um movimento que ocorre com certa frequência nos grandes centros: Muitas escolas, muitos alunos e poucos campos de estágio e poucos professores preparados que por sinal passaram também por este processo em que as escolas se degladiam pela própria competição mercantil e também para conseguirem campos de estágio - cada vez mais restritos. Afinal é lei!
Ainda assim, há neste processo os professores-supervisores que se furtam da responsabilidade de formação responsável assumindo os estágios apenas como uma necessidade de renda extra. E na ponta deste processo estão os alunos e pacientes sendo concomitantemente vítimas e produtos deste processo de (de)formação profissional.
O Conselho Federal de Enfermagem - Cofen através da resolução - COFEN Nº 299/2005 - em seu artigo 5º diz que o aluno deve estar apto para ser encaminhado ao campo de estágio supervionado e somente pode ser encaminhado ao campo de estágio após passar pela fundamentação básica de enfermagem. A mesma resolução em seu artigo 7º ainda redefine a quantidade de alunos que devem ser encaminhados ao campo de estágio conforme o nível de assistência ao paciente - mínima/intermediária/semi-intensiva e intensiva.
Na prática, neste momento crucial para a formação profissional - o estágio - é cada vez mais frequente e evidente o despreparo destes alunos, das escolas, dos professores e também das instituições cedentes dos campos de estágio.
E o que vimos e ouvimos na mídia são profissionais de enfermagem instalando conectores de oxigênio em acessos venosos, que infundem vaselinas liquidas e dietas enterais em vias endovenosas, etc. causando enormes prejuízos às vidas que deveriam cuidar.
Tentando minimizar estes efeitos na formação profissional em enfermagem o Coren SP lança uma campanha de Exercício Profissional Tutelado. Ficamos na torcida para dar certo... mas devemos aceitar que a responsabilidade é de todos nós!
* Especialista em Gestão de Sistemas de Saúde pela FCM/Unicamp. E especialista em Educação Profissional em Saúde.
27 de fevereiro de 2011
20 de fevereiro de 2011
O burro e o Cachorrinho
Um homem tinha um burro e um cachorrinho. O cachorro era muito bem cuidado por seu dono, que brincava com ele, deixava que dormisse no seu colo e sempre que saía para um jantar voltava trazendo alguma coisa boa para ele. O burro também era muito bem cuidado por seu dono. Tinha um estábulo confortável, ganhava muito feno e muita aveia, mas em compensação tinha que trabalhar no moinho moendo trigo e carregar cargas pesadas do campo para o paiol. Sempre pensava na vida boa do cachorrinho, que só se divertia e não era obrigado a fazer nada, o burro se chateava com a trabalheira que ficava por conta dele.
"Quem sabe se eu fizer tudo o que o cachorro faz nosso dono me trata do mesmo jeito?", pensou ele.
Pensou e fez. Um belo dia soltou-se do estábulo e entrou na casa do dono saltitando como tinha visto o cachorro fazer. Só que, como era um animal grande e atrapalhado, acabou derrubando a mesa e quebrando a louça toda. Quando tentou pular para o colo do dono, os empregados acharam que ele estava querendo matar o patrão e começaram a bater nele com varas até ele fugir da casa correndo. Mais tarde, todo dolorido em seu estábulo, o burro pensava: "Pronto, me dei mal. Mas bem que eu merecia. Por que não fiquei contente com o que eu sou em vez de tentar copiar as palhaçadas daquele cachorrinho?"
Qual a Moral da história? De nada adianta nos compararmos sem necessidade. Tentar ser o que não somos é burrice. Isso ocorre muito no ambiente de trabalho nos comparando com os colegas de mesmo cargo que o nosso e colegas de outros setores e cargos! A comparação é sempre um passo errado que damos no nosso dia a dia! O melhor a fazer e nos compararmos sempre a nós mesmos! Como num nadador profissional que sempre se supera para estar cada vez mais rápido!
Fonte: http://www.metaforas.com.br/
2 de fevereiro de 2011
30 de janeiro de 2011
Mary Seacole - a 1ª enfermeira Negra

A história é supreendente!
Nâo é de se assustar que em países racistas como os Estados Unidos ou Inglaterra consigam aviltar uma personagem da história humana como foi a Sra. Mary Seacole, considerada a Florence Nightgale negra. Mas no Brasil, um país multicultural, multicolorido é supreendente não sabermos nada a respeio deste pedaço da história da profissão da enfermagem.
Por isso trago um pouquinho de Mary Jane Seacole (1805 – 14 May 1881) conhecida como Madre Seacole ou Mary Grant em seu país - Jamaica.
Seacole foi uma enfermeira jamaicana conhecida por seu envolvimento com a gerra da Criméia, palco de atuação da também enfermeira, Florence Nightingale, de Florença - Inglaterra, precursora da enfermagem moderna que conhecemos hoje.
O fato é que todos que atuam em saúde e principalmente na profissão de enfermagem aprendem sobre sua história como enfermeira da Lâmpada e das estatísticas, seus méritos de melhora no atendimentos aos feridos da guerra etc. Mas ninguém sabe ou ninguém aprende sobre Mary Seacole, enfermeira também de sua importância para a época e que também atuou junto aos feridos da guerra.
Foi mais ou menos assim: A gerra da criméia acontecia, E Seacole foi para Londres se candidatar a enfermeira voluntária, mas não foi aceita. Logo em seguida o governo britanico autorizou a ida de Florence com suas 28 enfermeiras. Seacole sabendo disso, pegou dinheiro emprestado e foi por conta própria para a guerra.
Mas a grande questão que podemos levantar aqui é: por que uma enfermeira negra, com conhecimentos de ervas medicinais e grande bravura, foi esquecida por mais de 1 século por todos ? Por que foi recusada como voluntária para ajudar aos feridos na Gerra?
Questões que podemos tentar responder ... para que repensemos nossas práticas de hoje.
Michele Obama, recentemente, mencionou Seacole em uma palestra na Inglaterra que fez a jovens estudantes.
Para saber mais:
http://www.youtube.com/watch?v=_w5kf3UTzHs
http://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Seacole
Ver http://www.ted.com/talks/lang/eng/bill_gates_unplugged.html
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